quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Fantasmas do passado



Diante de tal relevância, revelo-me como sendo alguém escrava do amor.

Que tem em seu caminho um dilema vivido de tanto amar.

Passados tantos anos, o que me deixastes foi apenas saudades e muita dor.

Dor de conviver sem o teu amor, e viver assistindo a vida passar.

O que sinto por ti ultrapassa o significado de amar,

Excede os sentidos, além de deixar-me fora de mim.

É tão intenso que causa dor e tão fervoroso que chega a queimar,

Tão deslumbrante que provoca delírios, e imensurável a ponto de não ter fim.

Queria poder te apagar da minha mente e tirar-te do meu coração,

Vivo em plena glória de amar, perdida em meu próprio eu.,

Perdendo assim, o significado da vida e perdida em minha própria imaginação.

Tentei acreditar que o amor fosse apenas um algo passageiro em minha vida,

Então, descobri que não há nada em mim que não tenha uma parte de você,

Pois nunca consegui superar o passado e nem muito menos conviver com a sua partida.



Fabiana Alencar

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Bons Momentos


… Tic-tac, tic-tac, tic-tac
Priiiiiiiiiiiiimmmmmmm!!!
Clic!

Mais um dia
E mais uma vez penso em ti
E não encontro motivos para separar-nos
Depois de tanto tempo juntos
De tantos momentos compartilhados

Ah, como eu gostaria de estar contigo agora!
Fazer as palhaçadas de sempre
Sorrir à toa
E depois de um ‘pretinho’
Saborear a cafeína dos teus lábios

Sei que quando tomas uma decisão
Dificilmente voltas atrás
Mas também sei
Que nossa história foi o suficientemente forte
Para que não esqueçamos um do outro tão facilmente

Espero que algum dia nossos caminhos se cruzem
Outra vez
E que a gente, nem que seja por um breve momento
Esqueçamos nossas diferenças
E revivamos os bons momentos do passado

domingo, 9 de agosto de 2009

Lá vem mais tempo.
Tempo longe do amor, da cor e do tom.
Tempo longe de mim.
Limite entre o que sinto e sou.

Nada mais interessa, apenas o foco.
Além disso, só a falta.
E com as horas, vai acabando,
Enchendo a minha imensa vontade de voltar.

A cada chagada, é uma alegria maior.
Tudo se renova.
Chego em mim, e me aconchego.
No lar, flutuo.

Patrícia F. Fausto

terça-feira, 28 de julho de 2009

Transformação do Mundo


Antes que o sol se ponha
E eu me junte à gente
Para admirar o seu espetáculo de cores
Na imensa tela do horizonte
Quero entender sua suposta contradição

O dia inteiro Ele castiga nossa terra
E queima nossa pele exposta
Fazendo com que qualquer coisa à disposição
Transforme-se em abano
Aliviando-nos o sufocante calor

Seria contradição da natureza?

Se nos percebêssemos como parte dela
E não como puros exploradores
Das riquezas naturais
Assumiríamos que na verdade
A contradição é nossa

O ser humano tem o poder de transformar
E melhorar a vida onde quer que estejamos
- No meio do deserto ou às margens de um rio
Mesmo assim muitos sofrem as austeridades ambientais
Que ora parece castigar
Ora parece sorrir

Mas a contradição não está fora de nós
É parte das nossas ações
De nosso ser e estar no mundo
Da nossa perspectiva da vantagem
Do rentável e do status

Paremos para admirar o Sol
Não só no entardecer
Mas também na sua jornada diária
Com o seu entusiasmo por iluminar
Com sua paixão por dar calor

E aprendamos com Ele
Que cada dia devemos dar tudo de nós
Sem economizar potenciais
Sem fazer distinções
E contribuindo à melhoria da vida
No mundo

domingo, 26 de julho de 2009

Só.

Sem tocar, nem recolher

Impresso na maioria dos pedidos

Um imenso fruto de desejo particular,

tornar os sonhos inibidos,

a melhor maneirar de se expressar.

Reforços de sons e imagens

podem então flutuar.

Nessa mistura frágil,

do agir e do pensar.

O pedido se fez sonho.

Desejo, imenso frasco de ilusões,

diminuídas de momentos.

Até então, nada é tão passado.

E o presente, com a imaginação, se desfaz.




Patrícia F. Fausto.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Huellas


Llevo huellas culturales
En mi cabeza y palabras
Pensamientos y deseos...
Pero algo cala hondo en mí

Tengo miedo de la violencia y odio la injusticia
Que resultan de relaciones utilitaristas
De competencia e insensibilidad
Y esto revuelca en mi corazón

Quiero quitarme de encima
La obligatoriedad de reproducirlo
Para construir otras posibilidades
De ser y de vivir

sábado, 13 de junho de 2009

De La Sociedad de los Poetas Muertos


No dejes que termine el día sin haber crecido un poco
sin haber sido feliz, sin haber aumentado tus sueños

No te dejes vencer por el desaliento
No permitas que nadie te quite el derecho a expresarte
que es casi un deber

No abandones las ansias
de hacer de tu vida algo extraordinario
No dejes de creer que las palabras y las poesías
sí pueden cambiar el mundo

Pase lo que pase nuestra esencia está intacta
Somos seres llenos de pasión

La vida es desierto y es oasis
Nos derriba, nos lastima, nos enseña
nos convierte en protagonistas
de nuestra propia historia

Aunque el viento sople en contra
la poderosa obra continúa:
Tú puedes aportar una estrofa

No dejes nunca de soñar
porque sólo en sueños puede ser libre el Hombre
No caigas en el peor de los errores:
el silencio

La mayoría vive en un silencio espantoso
No te resignes
Huye

"Emito mis alaridos por los techos de este mundo"
dice el poeta
Valora la belleza de las cosas simples
Se puede hacer bella poesía sobre pequeñas cosas

No traiciones tus creencias
porque no podemos remar en contra
de nosotros mismos:
Eso transforma la vida en un infierno.

Disfruta del pánico que te provoca
tener la vida por delante
Vívela intensamente
sin mediocridad

Piensa que en ti está el futuro
y encara la tarea
con orgullo y sin miedo

Aprende de quienes puedan enseñarte
Las experiencias de quienes nos precedieron
de nuestros "Poetas Muertos"
te ayudan a caminar por la vida

La sociedad de hoy somos nosotros:
Los "Poetas Vivos"
No permitas que la
vida te pase a ti sin que la vivas


Walt
Whitman