quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Não pense meu bem
Que eu não fechava os olhos ao ouvir suas palavras
Que eu não imaginava e nada sentia
E que vontade, saudade, sorrisos não exista.

Não pense meu bem
Que os braços que te acolheram foram forjados
Que os olhos curiosos a descobrir sua imagem não se alegraram
Ao ver que estava aqui.

Não pense meu bem
Que te fiz de jogos para sustentar meu ego
Que não me deixei tentar
Tentar o novo, o construído.

Pense meu bem, eu desde que lhe conheci
Optei por me decidir.
Sem mentira, sem ilusões.
Sincera ao extremo, meu ser ao extremo.

E veja quanto contraditória são as palavras...
Nem sempre a sinceridade é boa.
Foi o meu mal, o mal que te atingiu.

Estava desigual, estava solto, estava preso.
Preso a você e livre em mim.
Eu não senti.
E quis, realmente quis.
Como poderia não querer?
A conveniência me levou a tentar.
Você é certo, era o certo.
Mas não era meu ser ao extremo.

E em meio a tanto envolvimento
Lá estava eu, a indiferença estampada em meus longos dias pensantes
Até que percebi que minhas estradas não eram as suas.

Não foi você, não foi o tempo.
Tudo está em mim.
Não consigo nem mesmo entender
Mas não poderia deixar continuar.

Entendo você não entender.
É difícil, mas necessário.
A dor vai te levar.
E não pense que não me importo.
A dor vai nos levar.

Tua vida vai te guiando o melhor.
E o tempo vai te explicar
Que as vezes largar o que é certo e acreditar no que sente
É melhor que tentar.

Patrícia F.

3 comentários:

Francisco de Morais(Tim) disse...

Gostei muito desse!

Patrícia (: disse...

Obrigada Tim! Continue visitando o blog!

(:

Kelliany disse...

Até que percebi que minhas estradas não eram as suas =/