quinta-feira, 12 de março de 2009

Mi paternidad


Quiero estar contigo siempre
En horas buenas y horas malas
Dividir contigo
Tus lágrimas y sonrisas
Tus fracasos y éxitos
Tus fragilidades y potencialidades

No quiero encontrarte adulto
Desconociendo el niño que fueras
Intentando caminar
A pesar del dolor
De las caídas
De los tropiezos
Del miedo

Quiero estar contigo
Para decirte que puedes llorar
Porque no vas a molestarme
Que no tienes que seguir en el mismo camino
Que puedes incluso volver
Y empezar todo otra vez

Porque lo que es importante
Es el aprendizaje
La búsqueda
El saber la hora de parar
Para reempezar
Si vale la pena

Quiero ser tu amigo
Y vivir tu niñez
Y disfrutar mi paternidad

domingo, 8 de março de 2009

Seamos lo que deseamos ser


Si no soy lo que quieres que sea
Pues
Respeta lo que soy
Así como respeto lo que eres
Porque no tenemos que ser iguales
Tampoco reproducir los gustos uno del otro

Tenemos que ser lo que deseamos ser
Mismo que sea una tarea dura
Mismo que no nos encajemos en modelos
Mismo que tengamos que renunciar
A privilegios, amistades, relaciones…

Seamos lo que deseamos ser
Y hagamos del camino incierto
Un motivo más para caminar
Pues los desafíos de la vida
Deben traernos más experiencia

Si somos lo que deseamos ser
Somos felices
Y si somos felices
Podemos hacer otras personas felices
Al compartir nuestra felicidad

terça-feira, 3 de março de 2009

Nas Sombras da Poesia


Oh! Céus, a minha vida foi absorvida por um amor circunstancial,
Um paraíso de amar que se esconde nas sombras da poesia.
Por um anjo que me fez conhecer o amor em um momento espiritual,
Tão perfeito que ultrapassava a realidade a ponto de se tornar fantasia.

Ah! Meu doce querubim eu vos digo que te amo,
Direis agora se és capaz de renunciar a tudo apenas para me amar.
Ó formoso sol, faças com que o teu brilho ofusque o meu pranto,
Pois não é fácil viver sonhando enquanto se vê a vida passar.

Oh! Malvado coração, por que fostes se apaixonar
Por alguém que se faz tão personagem?
Que se esconde em sua maneira brilhante de atuar,
Fazendo com que eu me fragmente em estrofes apenas por não ter coragem.

Ora! Amargo anjo não me faça aprender com a dor,
Pois isso corrompe minha alma e devora o meu ser.
Sejas sincero! E fale-me de amor quando houver amor,
Caso contrário, enterrarei esse sentimento e apenas nas poesias ele irá permanecer.



Fabiana Alencar

Plazo de Caducidad


Cuando siento el olor de tus cabellos
Besando tu oreja y acariciando tu cuello
Mis sentidos se llenan de un placer absorto
Y por instantes me voy al cielo
Llevado por la belleza de estar contigo

Quiero estar a tu lado
Siempre que sea posible
Y compartir contigo sueños y proyectos
En una relación sin plazo de caducidad
Pero tampoco sin imposiciones

Quiero estar a tu lado
Por el placer de estar contigo
Por el sentido que me das a mi existencia
Y por el igual amor que dedico a ti
Y solo a ti

Que el amor no tenga condicionantes
Para que exista eternamente
Pero que la pasión sea fruto del diálogo
Que expresa el querer compartir vidas y sentimientos
Para que el cotidiano no se convierta en lágrimas

Porque quiero sentirle
Y hacerle sentir
Tanto cuanto pueda
El placer de mirarnos
El placer de tocarnos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Desejos Sinceros


Tu dizes que amar é dar asas aos sonhos,
Mas será que não é o próprio amor que nos faz voar?

Muitas vezes nos levando a lugares bem medonhos,

E outras vezes, nos mostrando o paraíso ao simplesmente amar.
Ao poeta seja dada a eterna inspiração,
Para que ele possa traduzir o que se vive ao amar.

Ao desenhar-me com palavras tu aguças a minha emoção,

Ao dedicar-me sonetos tu me levas a te apreciar.
Querido, eu quero mergulhar em teu olhar,
Ser as lágrimas que se dissolvem pelo teu rosto.

Ser a tua lua nas noites de luar,

Eu necessito que tu bebas desse amor que a ti está disposto.
Pois para eu existir é preciso que tu estejas perto de mim,
Já que só o teu amor é capaz de guiar-me pela escuridão.

Rogo a Deus para que a nossa história seja marcada pelas reticências de um amor sem fim

E para que ela não seja apenas lembranças de amores que vem e que vão.



Fabiana Alencar

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sapatos de couro de peixe




Crianças sem futuro
Perdidas em ruas cheias de gente
Numa denuncia silenciosa
Da hipocrisia social espalhada pelo mundo
Percebida por coraçoes ainda capazes
De indignar-se com a desumanizaçao
Das pessoas

Em Olinda
Lançam-se aos turistas
Com seu inglês nordestino
De guias turísticos não autorizados
Embaçando a imagem postal
Do patrimônio histórico mundial
Da vergonha pernambucana

Em Recife
Espalham o horror ‘trombadinha’
Desfilando a simples vista
Num espetáculo inacreditável
De filmes trash, alá Hicthcock
De cruenta realidade

Em João Pessoa
São ‘mãos bobas’
Deslizando por bolsos de cansados viajantes
‘Cuspidos’ pela Itapemirim, São Geraldo, Progresso, Guanabara...
Em pleno centro da cidade
Empapado de camelôs e repressão policial

Em Salvador
Símbolo histórico do descaso ao povo afro-brasileiro
‘Inocentes’ sobem e descem as ladeiras do Pelourinho
Repetindo cenas do Brasil colonial
No caos imposto e ordenado
Dos vendedores de artigos artesanais nativos
E turistas desencaixados e alienados
Da paisagem social

Em São Paulo
A truculência policial impoe uma ordem ambígua
Entre a lei e o ilegal
Formando novas geraçoes de delinquentes profissionais
Famosos e temidos
Frequentando os telejornais censacionalistas
Que espargem sangue em nossas casas
Na hora do jantar

Em Barcelona
Símbolo europeu do desenvolvimento capitalista
Adolescentes insuspeitos batem carteiras no porto
Lembrando a verdade de “La ciudad Mentirosa”
De Manuel Delgado
Que denuncia a fraude e a miséria do modelo barcelonês
Decepcionando a quem chega
Crendo numa sociedade ‘desenvolvida’
Menos desigual que as latino-americanas

Em Viena
Crianças estrangeiras fazem-nos reviver
Cenas de metrôs brasileiros
Cantando, tocando e implorando
“Uma ajuda pra minha família que tá passando fome...”
Em uma autência globalizaçao
Da miséria

(...)

As crianças de hoje, de ontem
E de qualquer lugar do mundo
Catingueira, Maranguape ou Viena
São as sementes de nossa indiferença
Um artefato nuclear jogado nas ruas
Que evitamos ver
E insistimos em pisar
Para que explodam antes da hora
E sejam ecarceradas e esquecidas
Em calabouços medievais

Mas
O ‘Ministério da Indignação’ adverte que
Igual que brincar com fogo
É pensar que as pessoas
Por mais desumanizadas que se tornem
Nunca vão levantar sua voz
E escancarar a execrável hipocrisia
De quem pisa as pessoas
Com sapatos de couro de peixe

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Antes & Depois


As palavras vêm depois
Antes, há que abrir-se o coração
A qualquer gesto, qualquer poesia, qualquer...
Pois isto é a fala dos sentimentos

As palavras ditas
São o que falta
No olhar, no sentir, no poetizar
E os complementa, os consolida

Declaram, provam, reivindicam
E confirmam o que se sente
Seja com um ‘sim’
Seja com um ‘não’

As palavras vêm depois
Porque meu corpo já te disse
Com todos os sinais possíveis
Que eu te amo