Quando se aceita, aceita se permitir a dar sua vida nas mãos de outrem, sem se quer percebe tudo o que isso pode envolver.
Aí vem saudade, vem compromisso, vem o horário, os ganhos, as percas. Quem garante que dará certo? O que nos prende?
Arriscar se entregar inteiramente, desejar mesmo sem poder sentir, o toque, ouvir as palavras censuradas, sussurrar desejos inacabáveis.
Todo um mundo de formas, de tentações veementes, perdições intermináveis e intensas, que dominam meus pensamentos.
Um mundo fora do meu. Em qual devo ficar? Quem poderá me dizer o melhor lugar?
Patrícia Fausto
Patrícia Fausto


