quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Pequeno estranho


Se eram para mim, que doces.
Seus olhos eram doces.
Eram atentos, sinceros e tímidos.
Ah, como eram doces.
Eu que era a fria, a direta, a que achava graça.
A que te perdia.
E você não se perdeu.
Pequenos fatos, pequenos momentos.
E o assunto se cala, até da mente.
Mas não dos nossos olhos.
Porque só foi mais um instante
Para voltar toda aquela mistura indefinida, mas interessante.
Aí você foi o frio, você foi o esperto, virou toda a atenção.
Também virei, mas foi para o mundo.
Saí e nem percebi que estava resistindo.
Até então, cruzastes os meus passos, e eu caio imediatamente em encantos.
Você saiu para o mundo.
E eu fiquei só.

Isso é uma porta, escancarada para meus pensamentos.
Quanto segredo, quanto mistério no óbvio!
Quantas letras estão rendendo esse pequeno infrator.
Posso até sentir, em uma estreita fileira de genes
Você olha para mim com um olhar de ‘finalmente’
E me pede licença para passar.
Poderei ouvir sua voz, e se ela for doce como os olhos, estarei perdida.
Será a porta para me devassar.
Então poderei escrever mais uns minutos de como aquilo carrega minhas noites.
Mas até isso, é pouco. É muito pouco o que temos.






2 comentários:

Sobrepuja - se disse...

Que lindo parabéns

TanyLe disse...

Obrigada pela visita.

Que sensibilidade meninaa :)
Parabéns.

Prazer conhecê-la! :P
BeejO]