quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Malícia insana

Serenamente me perco na desilusão de mais um crepúsculo ardente.

Ora escondo, ora transpareço esse desejo que insiste em se estender.

Busco longe, sonho grande algo que nem sou capaz de decifrar...

Resisto e desisto, pois é maior do que tudo o que cabe em mim!

É forte, é medonho, às vezes sufoca, às vezes até encanta. Me faz querer mais, me faz ir além.



Oh, sensação misteriosa de ir ao encontro do inatingível!

Oh, malícia insana que me cerca e acompanha!
Chama intensa que me aquece maltratando, perdure em mim só enquanto eu suportar, e , silenciosamente, habite em outro âmago e permitas que eu possa te tocar.



Rogna Costa

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O blog Solos Poéticos, fica feliz e agradece por possuir mais dois novos seguidores, George e Júlio.
Que vocês fiquem a vontade para visitar, comentar e até mesmo postar no blog.

Solos Poéticos. 


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ter poderes seria tão cruel.
Forjaria seus pensamentos.
Manipularia suas decisões.
Você seria inteiramente meu.
Mas nem isso quero.
Quero-te como o mundo.
Como um tudo, onde existam milhares de ilusões para explorar.

Sabe quando te desejo ao ponto de não saber nem limitar?
É assim que levo.
Mas é assim que gosto.
Poder te sentir em qualquer lugar.
De maneira alucinante vou te perseguindo em pensamentos.

Ah se soubesse pelo menos o ‘menos’ de tudo isso.
Já estaria aqui do meu lado.
Rindo das minhas loucuras e eu amando fazer loucuras disso.

Venha para minha realidade.
Saia dos sonhos e corra comigo pelo futuro.

Patrícia Fausto




sábado, 30 de janeiro de 2010

Versos Novos

No "meio do mato" nasceu
Pegado por mãos parteiras
De mulheres guerreiras
Aprendizes da vida
Na seca vida sertaneja

À inclemência nordestina
Da fome, da escravidão
E do sol infernizante
Sobreviveu o poeta
Como um mandacaru

Inácio vive ainda hoje
Pela força dos seus versos
Inspirando versos novos
De jovens poetas e poetizas
Que abençoam Catingueira

domingo, 10 de janeiro de 2010

Na sinfonia do silêncio




O meu espírito só reclama
Pelo dilema que se encontra em meu ser,
De amor em amor o meu coração desanda,
Aparências constantes que são maquiadas em meu viver.

Em suspeita me peguei ao pensar em outro amor
Mas, com minha plena serenidade eu oculto o que sinto,
Com meias verdades e singelas mentiras eu amenizo a minha dor
É por causa da embriaguez do amor que na verdade eu me omito.

Em consciência eu ignoro essa chama
Que penetrou em meu ser de tal modo que eu não consigo suportar
Aumentando essa paixão que por ti tanto clama
Quando a minha emoção ultrapassa o meu pensar.

Um amor que não se poder medir
Que eleva minha alma e simultaneamente declina o meu ser
Ao me fazê-lo amar não me dando forças para persistir.
Visível na sinfonia do silêncio que tanto teimo em esconder.

Fabiana Alencar

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



Acordo sozinha lembrando de como queria não acordar assim

As cores são as mesmas.

Os móveis nem ao menos se movem.

A monotonia está impregnada até no silêncio.

Ligo a tv, na esperança de ter esperanças.

Aí vem os beijos, os abraços, amassos, sonhos.

Novelas de uma realidade distante, para mim.

Aquelas garotas, tão amáveis e amantes.

Posso até fechar os olhos, e tentar imaginar como seria.

As cores não seriam as mesmas, os móveis até dançariam comigo e não bastaria nada, o som estaria naturalmente no ar.

Para cada passo, uma música especial, da qual, nem a idade pode levar de suas lembranças.

Depois de cansar todos meus desejos, saio.

Reencontro as conversas, as histórias, situações.

Lamento por estar muito esgotada de contos, mas me presto a escutar e opinar.

É uma forma de viver algo que não lhe pertence.

Abraços e carinho, aí volto para minha cama.

O escuro me acolhe e dá um espaço em branco para minha imaginação voar.

É divertido, mas muito abstrato.

Tudo que tentar, não será o bastante para que eu possa parar de lamentar, de como não queria acordar assim, sozinha.

Sozinha de pensamentos.



Patrícia Fausto